Prass agradece Palmeiras 'sem meio termo': 'Prefiro viver intensamente'

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da brwin: Fernando Prass concedeu nesta terça-feira sua última entrevista coletiva na Academia de Futebol. Recebeu do presidente Mauricio Galiotte um quadro com sua camisa, uma placa de agradecimento e deixou clara toda a sua identificação em sete anos no Palmeiras. Inclusive, com a alternância de emoções que caracteriza o clube.

– Aqui não tem meio termo, né? Nesses anos, ficou provado isso. Tem oscilações dentro do período, de vitórias, derrotas, comemoração, cobrança, e vivi o oito ou 80 até em relação à estrutura do clube, que peguei ruim e saio agora com uma situação boa. Mexemos com paixão, e o Palmeiras é um clube de italianos, sangue bem quente. Vivemos muito disso aqui. Mas prefiro viver intensamente assim do que em situação de calmaria, tranquilidade, sem a paixão e a energia que tem aqui dentro – declarou.

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da aposte e ganhe: – É diferente, né? São sete anos com a mesma camisa, é o clube que permaneci por mais tempo. Aos poucos, vamos nos acostumando. Na minha casa mesmo, levei quadros e presentes de torcedores que eu deixava no meu quarto da concentração e minha sala de TV está tomada, 80% com coisas ligadas ao Palmeiras. Essa ligação vai ficar e não quero esquecer. Vivi muita coisa boa aqui e quero levar para a lembrança.

Prass deixa o Palmeiras com 274 jogos, com os títulos da Copa do Brasil de 2015 (converteu o pênalti que confirmou a conquista no Allianz Parque), dos Brasileiros de 2016 e de 2018 e da Série B de 2013. Definiu como momento mais difícil o período de 2014, quando o time quase foi rebaixado, e apontou como auge o título da Copa do Brasil de quatro anos atrás.

O fim dessa história foi conhecido na sexta-feira. O camisa 1 tem contrato até o próximo dia 31 e, em meio a um churrasco de confraternização do elenco, na Academia de Futebol, foi chamado por Galiotte. Ouviu que não teria o vínculo renovado, em situação já desenhada por Alexandre Mattos, diretor de futebol demitido na semana passada e que acertou a permanência só de Jailson.

– Eu estava em uma confraternização, me chamaram para uma reunião às 15h, e o Edu (Dracena) até me desejou boa sorte. No outro dia, era sábado, véspera do jogo contra o Cruzeiro, e vim me despedir. Cheguei próximo do começo do treino e estranharam, porque sempre chego bem antes. Ninguém sabia nada. Não tem como não emocionar em uma hora dessa. Agradecia, desejei sorte, agradeci o convívio e lamentei não estar com eles no ano que vem – lembrou.

– É importante conquistar título, reconhecimento financeiro, mas o que valem são as recompensas humanas, de um cara agradecendo um conselho, elogiando a sua conduta, no momento em que estou, de me sentir importante, útil para os jogadores e o clube – disse Prass, que será homenageado nesta tarde pela Mancha Alviverde, principal organizada do clube.

– A pessoa não vira ídolo de uma hora para outra, por título ou tempo de clube. Um ídolo é admirado por uma série de situações. Embora o jogador seja profissional e remunerado para isso, o carinho da torcida é absurdo. Com dinheiro, você compra praticamente tudo, mas respeito e admiração, não. Estou indo lá porque eles foram responsáveis pela maior homenagem que recebi em um campo de futebol com aquele mosaico, na final da Copa do Brasil, de 2015. Sinceramente, sabia que seria bem tratado, mas me surpreendeu o volume, a proporção e a quantidade das demonstrações de carinho que recebi desde sábado.

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